4 e 5 de agosto, décimo-sétimo e décimo-oitavo dias

05 . 08 . 2010

Juntei estes dois dias porque foram praticamente iguais, no sentido de que tomamos sol da hora em que acordamos até depois do almoço, descansamos um pouquinho e depois fomos para Sorrento.

Por que dois dias em Sorrento? Porque foi uma surpresa deliciosa. A gente tinha cansado de descer ladeira, escada e rampa pra passear em Positano, e resolveu então dar um pulinho em Sorrento, já que em meia horinha a gente chega. Quer dizer, se você escolher a placa certa, haha.

What the fuck?

Na quarta, a gente parou o carro em uma das ruazinhas fora do Centro e foi a pé, tentando entender a cidade. Encontramos um portão mostrando um lugar chamado Agrumi ou algo assim – era um convite para entrar em um jardim imenso. Não tivemos dúvidas, entramos.

Na verdade, era um jardim apenas de limões, de vários tipos, e de laranjas. Uma plantação imensa, que levava, lógico, a uma lojinha de produtos típicos. O caminho é lindo, perfumado, tranquilo. Adorei :)

De lá, continuamos andando, e chegamos na ponte e na Praça Central. E daí começou a nossa paixão. É um lugar MUITO movimentado, cheio de comércio e gente, lojinhas pra lá e pra cá, um lado (uma rua, a perpendicular) mais turístico e outro (a rua que sai da praça, em frente) com váááárias lojas ótimas, de marcas bacanas, e tudo muito, muito, MUITO mais barato que em qualquer outra cidade pela qual tenhamos passado.

Não saiu na foto, mas ali atrás tem o mar sorrentino

Aqui, a Praça de onde saem estas ruazinhas das quais eu falei

Precisa ir:

- O café Bar Veneruzzo
O melhor affogato que já tomei na vida, vou morrer de saudade

- As lojas Stefanel e Fiorella Rubino

Roupas femininas lindas, com numeração e com um preço bem bacana

- A lojinha Cult

Bijoux maravilhosas, com um preço óoooooooootimo

- A perfumaria Idea Bellezza

Parece uma Ikesaki, é de enlouquecer. Mas os preços não são assim tãããão baratos. Tem que fuçar bastante.

Fora isso, tem centenas de lojas de artigos em couro, como carteiras, bolsas, calçados. Das mais simples até as mais finas. Vale muito a pena ver, porque os preços são irresistívei: fizemos a festa.



3 de agosto, décimo-sexto dia

03 . 08 . 2010

Resolvemos aproveitar o dia, ou pelo menos parte dele, no hotel, porque é lindo demais e gostoso demais ficar aqui. Então tomamos o café da manhã e não podia ser melhor – mesas e mesas do melhor da pasticceria italiana, café tirado na hora, um garçom SUPER engraçado e gentil (Tony), a vista pro mar, a prataria. Não dá vontade de sair do lugar; terminamos de tomar café e ficamos lá batendo papo com o Tony, até que vimos que só sobramos nós. Resolvemos ir pra piscina.

A piscina fica no quinto andar do hotel, e a vista de lá de cima não é menos do que estupenda. Num plano abaixo, fica um outro lugar para se tomar sol – com espreguiçadeiras que chamamos de “por amor à pátria”, porque têm todas uma parte que você levanta pra cobrir o rosto pra não tomar sol na cara, haha -, junto com mesinhas e o bar. A gente acabou comendo ali mesmo, porque tava bom demais pra sequer pensar em sair de lá.

Lá pelas cinco da tarde, resolvemos sair pra visitar uma perfumaria que tem numa rua aqui embaixo do hotel, e já que a gente estava lá, fomos láááá pro centro (ou seja, lááááá pra baixo) de novo. Andamos bastante, e lembrei de um tweet da @paola_scott, que me recomendou um restaurante, segundo ela, imperdível. Fomos ver qual era. Só que pra isso tivemos de subir, sei lá, uns 200 degraus. Juro.

Ó o Rico subindo o começo da escadinha, haha. Mal sabíamos.

Mas pelo menos…

…a vista distraía a dor nas pernas haha

No caminho, passamos pela igreja do Centrinho, que é tão linda e sempre tem música antiga tocando lá dentro. Parecem cantos gregorianos, mas não sei, não entendo muito de música. Só sei que é lindo. Vou ver se consigo ir lá amanhã assistir a uma missa, queria muito, a última missa em italiano a que assisti faz 20 anos, PASSOU DA HORA.

A igreja, linda, fica na frente de uma escadaria e do lado do mar.

(Já falamos do sagrado, vamos pro profano. Agora vou falar de comida. Segura.)

Exaustos e sem fôlego, chegamos ao Da Vincenzo. O lugar é lindo, lindo, lindo.

Assim que nos sentamos, trouxeram-nos um pratinho com bolinhas de queijo mozzarella fritinhas, coisa mais gostosa. E ali começou mais uma história de amor com um ristorante italiano. Mas olha só se a gente não tem razão…

Da nossa mesa, essa era a agradável vista, enquanto esperávamos…

…pelo antipasto: prosciutto e mozzarella…

…e croquetes de batata e panzarotti, que são estes pasteizinhos de queijo…

E aí veio o primeiro prato, beringela à parmigiana

E aí veio o segundo prato, tagliata com parmigiano em lascas e rucola…

…e aí vieram as sobremesas, dentre elas mille foglie de frutas do bosque.

E aí, gente, eu morri. Quer dizer, morri nada, tô vivona, mas dei GRAÇAS A DEUS de ter que andar quase dois quilômetros pro hotel de volta, porque senão eu morria mesmo. De culpa.

Boa noite e até amanhã, beijo pra todo mundo e um especial pra Paola Scott, que me fez cometer o pecado da gula MIL VEZES hoje.



2 de agosto, décimo-quinto dia

02 . 08 . 2010

Hoje na hora de ir embora deu uma doída no peito. De deixar Roma, de ir pra um lugar que nunca vi, de saudade dos meus bichos, da minha família e dos meus amigos. Mas né, falta pouco e agora é curtir até o fim.

Pegamos a estrada (a A1, haha) e fomos pro Sul da Bota. Em menos de duas horas já víamos as placas apontando quanto tempo faltava para Salerno, pertinho de onde iríamos: Positano.

Quando saímos da A1, caímos na zona portuária de Napoli, que tem uma paisagem que parece (juro) Caieiras. Saca quando você tá entrando em São Paulo, prestes a cair na marginal do Tietê? Tipo isso. Deu um medinho.

Mas logo a gente começou a fazer aquelas curvinhas pra lá e pra cá, e sacamos que estávamos na Costiera Amalfitana. E logo vimos o mar.


E que mar…

Daí pra frente, só alegria. Eu estava suuuuuuuuper apertada, pedi pra o Rico dar uma parada num bar pra eu fazer xixi e a senhora que me indicou o banheiro (e me vendeu sorvetes de biscoito depois) tinha lá seus 50 anos e era extraordinariamente bonita. Pele muuuuuito morena, cabelos absurdamente pretos e os olhos ridiculamente azuis e grandes. Era o estereótipo da mulher mediterrânea, parecia ter saído mesmo do filme Mediterraneo (assistiu? Tem que. Um dos meus preferidos da vida toda).

Ao chegar ao hotel, o Eden Roc, o queixo caiu. Na hora agradeci a inspiração de abandonar o roteiro da Grécia para economizar a grana e ficar num hotel bacana, num lugar idem. Foi o melhor que fizemos: save the best for last. Na hora em que entramos, fomos muito bem-recebidos, sorrisos, atendimento 10, levaram as malas da gente pro quarto (Rico rindo muito, dizendo que era pegadinha, depois de tanto hotel marromeno que a gente viu)… e que puta quarto. A suíte tem dois ambientes, o banheiro é amplo e com jacuzzi, a cama é supergrande, tem váááários armários e gavetas pelo quarto, e até duas escrivaninhas. Ah, e tem Sky, haha. E wi-fi, olha só. Mas a grande atração de tudo isso é mesmo a varanda. Você abre a porta e olha só:

Esta vista inteira entra no teu quarto. Coisa mais linda do mundo.

Tomamos banho e fomos andar. Olha, andamos, viu. Você tem que desceeeeeeeeeeeeer até chegar ao centrinho (mas nosso hotel é mesmo o mais bem-posicionado de todos, e isso foi na sorte), que tem muitas lojas abertas (a maioria de roupas, vestidões e batas bem praianos). Mas procurávamos mesmo era uma trattoria, estávamos verdes de fome.

Lógico que a gente pediu informação para os locais, e nos indicaram a Trattoria Valle dei Mulini. O lugar é arrebatador, a céu aberto, imeeeenso, com aquele visual absurdo de Positano por todos os lados. Mas a comida é melhor ainda. Hoje era dia de “barbecue” (haha), então pedimos um filetto grigliato e olha, melhor carne que comemos até agora. Eu comi também uma salada caprese, e o Rico, um gnocchi cheio de queijo ma-ra-vi-lho-so. Agora, a sobremesa foi fenomenal. Estou viciada em panna cotta, e foi mesmo a melhor que comi até agora. Rico disse que se ele pudesse inventar uma sobremesa, seria a que ele comeu, um doce de caramelo com crocante de amêndoas.

Chiara, feliz, na trattoria. Olha a cor do céu?

Pra queimar tudo isso, só subindo até o hotel de novo. Mas antes, dar uma volta na cidadezinha, sob pérgolas inteiras de dama-da-noite, perfumando cada passo…

Amanhã vamos ver se acordamos mais cedo pra aproveitar o sol na piscina. Obrigada pelos comentários, como sempre. Continuem dizendo o que querem ler e ver, e prometo tentar postar aqui. Beijo!



01 de agosto, décimo-quarto dia

01 . 08 . 2010

Começo este post dizendo que entreguei os pontos e estou irremediavelmente apaixonada por Roma. E já estou sofrendo por antecipação por ter que ficar longe deste lugar a partir de amanhã, e recomeçar a andar nas ruas sem olhar pra cima como faço aqui, aliás, como qualquer um embasbacado como eu faz aqui, olhando para o alto, para os tetos das casas, dos castelos, das igrejas, da imensidão romana. A cidade que te lembra o tempo todo de quanto você é pequeno, haha.

Acordamos meio tarde, fomos tomar café da manhã na frente do hotel. Olha, se tem um lugar que é bacana você perguntar ANTES quanto custa um café ou um sanduíche, este lugar é Roma. Nega teve a pachorra de mandar 3 sanduíches COM PRESUNTO ESTRAGADO (juroooooo) e dois cappuccinos e cobrar quase 20 euros. A sorte foi tanta de ter visto que o presunto tava estragado ANTES da primeira mordida que em vez de brigar agradeci, joguei no lixo e fomos pra outro lugar.

Fomos para um bar óóóótimo, que até vou citar aqui com nome e tudo porque foi o melhor até agora aqui em Roma, recomendadíssimo. Caffe Camerino, no Largo Argentina. Melhor atendimento, sanduíches ótimos e olha, SUCO DE LARANJA ESPREMIDO NA HORA MEU DEUS DO CÉU ALGUMA COISA SEM AÇÚCAR OBRIGADA TOMEI DOIS.

(Desculpem o surto, mas puxa, foi demais)

De lá, fomos a pé pro Coliseu. Olha, a caminhada vale muito a pena, é absurdo você entrar na rua do Foro Romano e ir vendo todas as ruínas que te levam ao Coliseu.

Ruínas do Foro Romano



Parte de fora do Coliseu

Eu já tinha passado na frente do Coliseu outras vezes, mas desta vez quis entrar porque a Chiara veio falando deste passeio desde o Brasil. Bom, prepare-se para gastar 12 euros por pessoa pra entrar e, olha, sinceramente, achei meio mico. É O COLISEU, eu sei, puta merda, maravilhoso e tal, mas viu do lado de fora, viu do lado de dentro, esta é minha sincera opinião. Não precisa pagar 12 euros e pegar uma puuuuta fila pra entrar e falar puxa, iguao ao lado de fora, haha. Mas rendeu belas fotos, ok.

De lá, procuramos um lugar para almoçar. Perguntei a um carabiniero onde se come bem por aqui, e ele deu a dica. Fomos à Trattoria Pasqualino Al Colosseo, ali perto do Coliseu, e comemos MUITO bem. Atendimento também foi ótimo, recomendo fortemente. As carnes são ótimas, peça o filetto al pepe nero ou a tagliata ai funghi.

Pegamos um táxi (olha, táxi é um investimento bacana em Roma. Paga-se pouco, é tudo rápido, e eles querem mais é te entregar logo pra pegar outro cliente. Se joga). Fomos até o Vaticano.

Vaticano é outra experiência que enche os olhos e, dependendo da sua fé, sua alma. É tudo muito imenso, dourado, em cada canto, um detalhe, tudo parece muito bem-estudado pra impressionar, de verdade.

Vista interna da Basílica de San Pietro

Eu não sabia que existiam as tumbas dos papas, no andar inferior da basílica. E também não tem indicações muito aparentes, quem me deu o toque foi a Sandrina, minha amiga de Novafeltria. Aí perguntei e me indicaram. Foi muito legal ter ido, pouca gente, muito silêncio… e pude ver a tumba do João Paulo II, papa que eu amava tanto.

Saímos de lá bem cansados, pegamos um táxi e voltamos para o hotel. Dormimos um pouquinho e acordamos na hora do jantar. Resolvemos ir comer uma pizza, e fomos para nosso lugar preferido de Roma, o Campo dei Fiori, aqui do ladinho do hotel.

Na Trattoria Mercato, Campo dei Fiori (Foto da Chiara)

Engraçado como esta praça (que é a única em Roma que não tem uma igreja) nos conquistou tanto. A vibe aqui é mesmo muito boa. Fomos à Trattoria Mercato, que serve de tudo um pouco, e comemos pizza. Não tão boa quanto a de Mercatello, mas bem gostosa e baratinha.

Depois, Chiara ficou brincando na praça com o Rico, com um brinquedo novo que comprou de um ambulante, e eu entrei numa livraria que estava aberta às 10 da noite. Olha, melhor surpresa.

A livraria tem DE TUDO. MUUUUITO melhor que qualquer Mondadori ou Feltrinelli. Os donos realmente entendem do que fazem, indicam livros, mostram autores. Achei, finalmente, um livro da Lala Romano, que não tinha conseguido encontrar até agora. Tem muito livro de arte, muita coisa de poesia, se você tá em Roma, TEM que ir à Fahrenheit.

Agora estou muito cansada, mas sabe quando o dia foi tão perfeito que você tem até medo de dormir, haha? Mas enfim, queria poder escrever tudo o que lembrava antes de dormir e perder algum detalhe amanhã. Um superbeijo e muito muito muito obrigada pelos comentários diários que vocês vêm deixando. Fico realmente muito feliz e cheia de vontade de escrever cada vez mais.



30 e 31 de julho, décimo-segundo e décimo-terceiro dias

31 . 07 . 2010

Fizemos o check-out de Assisi assim que a chuva começou. Uma tempestade mesmo, daquelas com trovões e pingos grossos. Tentei deixar o vinho que ganhamos de Max nas mãos do gerente do hotel La Terrazza, que foi um amor com a gente, mas não rolou – ele é abstêmio.

Pegamos a estrada, ansiosos por chegar à A1, a autostrada que vai láááá de Milão até láááá embaixo (não sei exatamente até onde, mas vou checar), porque, juro, somos apaixonados pelas autostradas italianas. E adoramos parar nos Autogrill, aquele “Frango Assado” do qual já falei aqui. Mas o GPS mandou a gente descer por uma estradeca tipo Dutra até chegar a Narni, e só de lá tivemos acesso à A1, ou seja, ficamos sei lá, 15 minutinhos só na estradona.

Chegando a Roma, o trânsito começa a ficar mais pesado, e a gente ouviu as primeiras buzinadas desde que chegamos à Itália. Os romanos dirigem como os brasileiros, aliás, os romanos são cariocas. Sério, têm o jeito de levar a vida muito parecido, eu acho. A cidade é de uma beleza tão absurda que, não sei se vocês vão entender, eu não consigo fotografá-la. Tirei vááárias fotos, lógico, mas sempre de mim, da Chiara, do Rico, de pratos que comemos. Mas a cidade em si, não consigo, me sinto incapaz mesmo, sinto que nunca vou conseguir reproduzir, nem mesmo numa foto, nem 10% do que é aquela cena romana, e prefiro não fazer.

Nós nos instalamos num hotel muito bacana chamado Hotel Smeraldo, beeem pertinho do Campo dei Fiori, uma área muito legal. Deixamos as coisas no quarto e fomos levar as roupas para lavar numa lavanderia do Campo dei Fiori. Rico riu muito porque o italiano pegou a sacola de roupa, pesou NA MÃO e deu o preço. Haha.

De lá, fomos a pé pra Piazza Navona, táo linda. Uma praça dessas, imensa, só podia ser ocupada por artistas. Pintores, músicos, dançarinos, todos dando seu show por ali pra ganhar um troco. Divertido demais.

Impossível não tirar uma foto romantiquinha na Piazza Navona

Depois, pedido meu, até a Fontana di Trevi, que eu AMO por causa, lógico, daquela cena antológica do Mastroianni com a deusa Ekberg. Sabe qual é, né? Se não sabe, não faz mal, é só clicar aqui.

Já estava escurecendo e resolvemos ir jantar. Fomos num lugar MUITO legal, mas putz, fico devendo o nome. A gente não deu muito crédito pro restaurante, mas no fim a comida era bem boa. Só que daí começou a cair a maior chuva do mundo todo, e em vez de ir caminhando pro hotel, precisamos pegar um táxi.

Fontana di Trevi. Joguei moedinha, sim

Reservamos o sábado pra fazer compras. Se você curte muito Dolce&Gabbana, Fendi, Prada, Vuitton etc., vai estar muito feliz aqui em Roma. Mas, se for como eu, que curte tudo isso mas não tem essa bala toda, vai curtir a Via del Corso, que, do começo ao fim, tem toooodas as lojas de que você precisa. É o lugar percorrido por turistas mas também pelos romanos na hora do shopping. Não vou dizer que o preço é o melhor do mundo, porque não é. A gente curtiu mais fazer compras em Rimini – na verdade, bem mais. Mas né. Tem que conhecer a Via del Corso, de qualquer forma.

Enquanto isso, no Campo dei Fiori, tinha feira livre. E eu ADORO uma feira livre. É bem legal pra comprar frutas, produtos típicos e também pashminas. Eu amo pashminas e as minhas melhores eu comprei em feiras de rua na Itália. Por 9 euros você compra uma linda.

Chiara pirou nas cerejas e comprou um saquinho

Outra dica óóótima, dessa vez da @danielaaf, é a Santa Maria Novella, que sim, tem em SP mas você tem que fazer um consórcio pra pagar um perfume, de tão caro que é. A gente entrou hoje na loja aqui de Roma e meu, eu não queria mais sair. Fora que a vendedora foi suuuuuuuuuuuuper simpática, mostrou cada fragrância que a gente pediu, tentou ajudar a achar o cheirinho que mais tinha a ver com a gente, contou a história de cada um. Pra escolher o da Dani, perguntou como ela é, como eu a vejo, que cheiro me vem à mente quando penso nela, de flor ou de fruta. Cara, experiência genial, saí de lá com o perfume da Dani, o meu (de baunilha, lógico), e o da Chiara (que é o clássico, receita desenvolvida pra Catarina de Médici).

À noite, seguimos a dica da @patcamargox e fomos ao Ristorante 34. Fomos atendidos pelo mesmo garçom que a atendeu, o Sandro, um italiano genial apaixonado pelo Brasil e que fala português. Recomendação: peça uma porção de fiori di zucca e seja muito feliz.

Amanhã vai ser o dia de ir ao Coliseu e ao Vaticano. Não prometo muitas fotos, já expliquei o porquê. Mas prometo viver tudo e contar depois.

UPDATE: Ah sim, só pra RESUMIR Roma, na Mondadori (uma das maiores livrarias da Italia) tem todas as seções que tem no Brasil, tipo Arte, Culinária, Psicologia, Auto-Ajuda etc. e… ROMA. Juro. Tem uma SEÇÃO chamada Roma. Pronto, tá resumido o que o romano acha de Roma – e de si mesmo. Como não amar?



28 e 29 de julho, décimo e décimo-primeiro dias

30 . 07 . 2010

Logo de manhã, pegamos a estrada em direção a Assisi. O caminho entre Marche e Umbria é bem tortuoso, ao menos por 50 km. É uma serra maravilhosa, mas interminável, que acaba com os estômagos – até os menos sensíveis, como o meu. Passei bem mal e estava quase vendendo meu rim por um comprimido de Dramin quando as curvas finalmente acabaram e chegamos à Umbria, com suas paisagens verdes, planas e cheias de girassóis.

A gente chegou na cidade e, ao entrar no hotel, nego teve a pachorra de dizer que eu não tinha reservado. Porra, liguei váááárias vezes pra confirmar. Com isso, aprendi duas coisas: tenha sempre EM MÃOS a confirmação da reserva, exija que o hotel mande o ok por email pra você imprimir, e também que brigo MUITO BEM em italiano. Enfim, fomos pra outro hotel, chamado La Terrazza, MUITO mais legal. E com um jardim só de oliveiras, a coisa mais linda do mundo aquelas azeitoninhas…

Azeitonas no pé (Foto por Chiara)

Chegar a Assisi também teve um gosto bom, de rever um lugar querido. É engraçado, porque eu sempre achei que esta cidade fosse programa de velho ou de carola. Não que eu não seja nem um nem outro, haha, mas é que realmente não é isso. Assisi é, sim, um santuário (com o perdão do trocadilho) para pessoas religiosas, mas é muito mais que isso. Cada igreja é um verdadeiro monumento artístico, as praças são maravilhosas, e a comida é absolutamente deliciosa, se você souber onde.

Igreja de Santa Chiara

Eu sou apaixonada desde criança pela história de Francesco e Chiara (Francisco e Clara), e acho mesmo que a história deles independe de denominação religiosa, mas enfim, não acho que este espaço seja pra discutir isso. Qualquer um se emociona diante do esplendor silencioso que é a tumba de Francesco, dentro da igreja do santo.

Por-do-sol na Piazza del Comune

Na quinta, portanto, dedicamos nossa manhã para visitar as duas igrejas: a dela (onde estão os restos mortais e as relíquias de Chiara) e a dele. Depois, almoçamos no La Pallotta, de comida maravilhosa mas não muito barata – e de serviço demoradíssimo, péssimo mesmo. Mas ó, comi um ravióli delicioso, com recheio de ricota, com molho de rúcula e muuuuuuito pinoli.

Agora, não se pode deixar Assisi sem passar por uma de suas pasticerias. Até eu que não curto doces morri de catapora na frente de tanta beleza em forma de torrones (o de pistache eu provei, era delicioso), chocolates, crostatas.

Melhor doceria EVER: Bottega Pasticceria, no centro de Assisi

Torrone de pistache da Bottega Pasticeria

Outro lugar que PRECISA conhecer em se estando em Assisi é a Bottega dei Sapori. O dono do lugar manja TUDO e é muuuuito atencioso. Saí de lá cheia de geléias de tartufo, cremes de alcachofra, patê de rúcula, tempero de baunilha com vinagre balsâmico e outras coisas bem particulares para mim e meus amigos chefs.

Depois do almoço, fomos a Perugia dar uma passeada. Confesso que, há mais de 10 anos, quando lá estive pela primeira vez, gostei BEM mais. Agora me parece que a cidade cresceu em torno dos próprios turistas e perdeu a sua cara de cidade cultural e bacana. Não nos empolgou; demos uma volta pela Rocca della Paolina, que tem uma história bem esquisita: o papa Paolo III simplesmente mandou botar abaixo o centro da cidade, com praças, igrejas e casas, pra construir pra ele um castelo. O resultado é a Rocca, e quando você entra, consegue visualizar ainda as torres das casas, a praça, é bem foda.

Mas enfim, apesar de a cidade não ser mais (pra mim) tudo isso, valeu a pena o passeio porque achamos uma loja de óculos bem completa, de várias marcas, e com preços divinos. Compramos um par de óculos escuros pra cada um e fomos embora felizes da vida.

Obs1. Meu Deus, isso aqui virou um fotolog

Obs2. Muito mais fotos em www.twitpic.com/photos/alesie

Obs3. Na verdade já tenho mais de cem fotos. Quando a gente chegar no Brasil, subo pro Flickr e pro Facebook, ok? A conexão dos hoteis aqui não ajuda, de verdade.

Obs4. Juro que os comentários de vocês são os mais fodas ever. Me faz muito feliz saber que gostam de verdade de ler minhas impressões sobre este lugar que pra mim é tão importante. Um beijo, obrigada.



27 de julho, nono dia

28 . 07 . 2010

Acordamos cedo, conseguimos até tomar o café da manhã no agri, olha só que coisa rara. Resolvemos que o dia seria no agriturismo mesmo, sem grandes invenções.

Nosso chalé: não é foda de lindo?

Logo depois do café, eu e Chiara fomos à piscina, e tomar aquele sol foi realmente muito bom. Ficamos por lá umas duas horinhas e meia, até o tempo fechar e começar a… chover. Juro.

Às 13h, fomos almoçar. O próprio Max cozinhou, e a gente ficou um pouco com medinho, porque em 2007 ele já tinha feito a gente comer (minto, porque eu entendi o que era e fiz o Rico comer) carne de veado. Mas desta vez ficamos ESPERTÕES e pedimos só os antepastos e o primeiro prato, ou seja, a massa.

Ele nos trouxe omelete, pãezinhos fritos com aliche (de-li-ci-o-sos), beringela, pãezinhos com cebola caramelada (iguais aos do Zena Café, de SP, juro!), e uma tábua de frios com mel. Aliás, que mel delicioso.

Depois Max nos trouxe tripas de carneiro, que gentilmente recusamos, porque eu entendi do que se tratava. Quando ele trouxe lesmas, não tive a mesma sorte. Entendi que era alguma carne de porco e comi. Vamos mudar de assunto?

À tarde, eu tinha marcado uma aula de equitação com Alessia, uma moça que trabalha no agri. Mas a equitação, segundo ela me havia explicado, era uma coisa diferente do que a gente conhecia. Ela daria uma aula de duas horas sobre os cavalos, sem a gente montar. Era mais uma interação, uma coisa de conhecimento do animal. Confesso que fiquei com medo de ser uma coisa meio bichogrilo demais, mas ela realmente sabia do que estava falando e toda a técnica era muito bem fundamentada, e desenvolvida por um cara foda (não lembro mais o nome) dos EUA.

Quem me conhece sabe a paixão que eu tenho por cavalos, desde pequena. Mas eu nunca me senti tão próxima, tão “falando a língua” do bicho, como me senti nesta aula. Foi realmente fascinante, e tenho muita vontade de continuar. Basicamente você se posiciona como líder do grupo, e não predador, frente ao cavalo, que é uma presa natural… e aprende a fazer jogos com ele, os jogos que ele faz em seu bando, e nos quais se estabelece quem é o alfa do grupo. É algo que exige mesmo muita atenção, muito foco, e muita energia, não física, mas mental. Tanto que depois das duas horas eu estava exausta, como se tivesse corrido. Sério, fiquei (muito bem) impressionada.

Eu, Dodi, Chiara e Alessia

À noite, fomos jantar (eu estava com MUITA fome). Perguntei ao Max onde se come uma boa pizza em Mercatello. Ele disse que num bar de um cara chamado Stefano, que era pra chegar na praça central e perguntar. Ok, assim fizemos. Chegamos lá e nos indicaram um bar tipo bar de pinguço mesmo, chamado Pieve d´Ico, e ficamos meio assim, mas né. Max mandou e tal. Olha, vou te dizer que comi A MELHOR PIZZA DA MINHA VIDA neste bar. E que já estou com saudades.

Pizza Pieve d´Ico: rúcula, gorgonzola (na medida), mozzarela, azeitonas pretas

Saímos de lá felizes, tranquilos e rindo muito, com a brincadeira IDIOTA e tão brasileira de falar besteira em português com a galera que não fala a nossa língua. Foi um dia feliz, do começo ao fim.

The crew: Raffaella, Alessia e Massimo.



26 de julho, oitavo dia

27 . 07 . 2010

Chegando à metade da nossa viagem, segunda até agora foi o dia mais triste. Ter de dizer tchau pra minha Novafeltria sempre me custa demais, e o choro pra mim é incontrolável. Fomos almoçar no restaurante da mãe da Sandrina, a quem eu chamo de mamma (desde que “morei” durante um mês em sua casa, há muitos anos) e por quem eu nutro um afeto de filha. Chegando lá, mamma me deu um presente (como sempre faz), com a imagem do Padre Pio e de Santa Rita, de quem é muito devota.

Chiara e Dino, pai de Davide e Gianni, do hotel Magda. 82 anos e mais jovem que eu.

Saímos de lá e fomos dizer tchau para a Sandrina, que mora bem pertinho do restaurante. Chiara brincou bastante com Emanuele (foto abaixo), filho de Sandrina, enquanto nós duas conversávamos à maneira dela: engolindo o choro na frente uma da outra, falando amenidades, e terminando com um abraço guardado por alguns anos, geralmente.

Chorei um rio São Francisco (como diz @ninaneder) e fomos embora. No caminho, passamos por San Leo para cortar estrada, e foi mais emocionante do que nunca. Ver aquele castelo tão cheio de história aumentando de tamanho conforme o carro vai chegando perto é uma experiência única.


A parte de trás da Rocca di San Leo, vista da estrada

50 km depois, chegamos a Mercatello sul Metauro. Minha história com esta cidade é diferente das outras. Eu sou apaixonada (como meio mundo) pelo Jamie Oliver, aquele chef inglês que tem um programa que passa na GNT. Ele fez uma série de programas em que vinha para a Italia cozinhar, e eu comprei o livro que contava esta história.

Pois bem, no livro vi fotos de um lugar pelo qual me apaixonei de primeira, e este lugar era Mercatello. Quis saber onde foi que Jamie ficou quando veio para cá, e pesquisei. Foi aí que soube que ele ficou hospedado neste agriturismo, chamado La Grotta dei Folletti, que é do Max e da Raffaella. Liguei e reservei, e viemos em 2007. Agora, em 2010, voltamos.

A entrada da cidade de Mercatello

Max é um estereótipo ambulante. Ele caça, faz esportes radicais, se embrenha na floresta, tem uma relação absurda com os animais, é meio ogro, assim, mas muuuuuuito gentil. Da primeira vez em que viemos, ele contou sobre o relacionamento que tem com o Jamie, e é realmente muito especial. Quando Jamie veio pra cá filmar, fez questão de ir à escola das filhas de Max para cozinhar para a criançada, sem câmeras ou imprensa por perto. Desde então, eles ficaram muito amigos, e uma vez por ano Max vai para lá ou Jamie vem pra cá de novo.

Chegamos meio tarde, e só deu tempo de ir até o centro da cidade dar uma caminhada, visitar uma igreja (apelidamos Chiara de maria-sacristia, porque taí uma menina pra curtir uma igrejinha – foto abaixo) linda linda.

Depois, jantar num restaurantezinho chamado Da Jò, que serviu uma porção de bruschetta deliciosa – e onde comi minha primeira massa com trufas (nunca tinha comido, mas ó, nem curti muito).





25 de julho, sétimo dia

25 . 07 . 2010

O plano era acordar cedo, ir para a praia, depois ir a uma festa típica e talvez visitar o Delfinário à noite. Mas planos existem para serem quebrados, não é? Ainda bem. Acabamos acordando lá pelas 10 horas, mas o sono era demais, enrolaaaamos para sair. Quando estávamos descendo as escadas, Chiara sentiu o cheiro do cappeletti in brodo que comeu aqui no Hotel Magda em 2007 e salivou. Não teve jeito, Davide teve que dar um prato pra ela antes de a gente sair pra passear.

Pegamos a estrada e fomos a Riccione, segundo indicação de Giorgio, marido da minha amiga Sandrina. Ele recomendou que fôssemos ao Aquafan, já que Chiara tinha dito que queria um parque aquático. Fiquei meio com o pé atrás, porque nossa última experiência no Wet´n´Wild brasileiro foi um tanto quanto trágica, muita grana, muita sujeira, filas de hooooras, gente demais. Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos que este parque era mesmo a melhor opção ever.

Não é caro pra entrar. Tem MUITAS opções de brinquedos, inclusive para crianças. Todos os brinquedos têm opção para crianças também, o que faz com que elas possam estar sempre acompanhadas pelos pais – achei esta ideia simples e genial, no Brasil não tem isso, vc tem que deixar a criança sozinha se quiser ir num brinquedo de adulto. As filas são de no máximo 15 minutos. Tem chuveiros com xampu e creme (patrocinados pela Herbal Essences) se você quiser tomar banho depois. E tem um quiosque só com cabeleireiros, se quiser hidratar, escovar ou sei lá o quê, também patrocinado por uma marca de cosméticos, a preços superbaixos.

Vários quiosques com comidas boas no parque inteiro. A gente se jogou na salada de frutas com sorvete de iogurte, dos deuses.

Saímos de lá exaustos mas felizes porque o dia realmente foi perfeito. Na volta para Novafeltria, pedi ao Rico que parasse na ponte Maria Maddalena (na entrada da cidade) para que eu visse se dava pra descer pro rio Marecchia – um dos primeiros lugares que conheci em 1990, quando vim pela primeira vez, sozinha, para este lugar, e ficava andando por aí pra conhecer cada buraquinho… Ele parou o carro, perguntei sobre o acesso para um senhor que estava por ali e ele indicou. Descemos.

Geralmente a gente tende a fazer com que as lembranças sejam melhores do que a realidade, mas neste caso juro que a realidade superou o que eu lembrava. O lugar é de uma paz, de uma serenidade e de uma REALIDADE que doem na alma, nos olhos, na mente.

A água, bem fresca mas não fria, é um convite em forma de rio. Não tem areia, só pedras, uma mais bonita que a outra, brancas e cinzas.

Era hora do por-do-sol, e fora a gente tinha um casal com dois cachorros e um pai com duas crianças e um cachorro grandão que curtia muito nadar no rio. Chiara se jogou na água, e Rico ficou brincando de jogar pedrinhas no rio. Eu não queria fazer nada, só sentar e olhar pra tudo, tentando engolir o máximo de sensações que eu pudesse, pra levar comigo pra sempre…

Espero de coração que a Chiara se lembre deste dia pra sempre, como eu sei que eu vou me lembrar. Estávamos em um lugar atemporal, sem preocupações ou horários ou poluição de qualquer tipo, só nós duas, inteiras, ali. E agradeço de todo meu coração por ter tido essa oportunidade e vivido tudo que pude, com a pessoa mais importante da minha vida.



23 e 24 de julho, quinto e sexto dias

24 . 07 . 2010

Pra mim sempre é complicado falar sobre Novafeltria, porque é, pra ser exata na metáfora, o lugar onde minha alma mora. Quem me conhece bem e/ou leu meu primeiro livro sabe do que estou falando. Quem não me conhece e/ou doesn´t give a shit, tanto faz também. O lugar é maravilhoso.

A primeira vez em que vim para Novafeltria foi em agosto de 1990, depois de fugir de uma experiência turisticamente traumática em Londres. Vim para cá porque conheci umas pessoas na Isola d´Elba, enfim, pulando váááárias histórias, acabei chegando aqui sem ter onde dormir, com muito pouca grana e sem falar uma palavra em italiano.

E foi então que conheci a Sandrina, que virou minha amiga instantaneamente, e a quem amo muito muito muito. Nós nos chamamos de sorelle (irmãs, em italiano). A gente se entende mesmo se vendo a cada par de anos, no mínimo. A gente se entende de olhar uma pra outra. E ela é uma puta de uma escritora, casada com o Giorgio, um cara ótimo, e mãe do Emanuele, um menino de 5 anos que é tão inteligente e sensível como ela.

Enfim. Novafeltria é um lugar no meio do nada, mas perto de muita coisa bacana. Fica a 20 minutos de Rimini, uma cidade de praia que parece o Guarujá no verão, mas no inverno parece uma cidade mal-assombrada. E a 10 minutos de San Marino, que, como você deve saber, é uma república independente da Italia, ou seja, um país dentro do país.

Novafeltria fica num vale, cercada de montes, que por sua vez, em sua maioria, têm castelos, construções medievais e muita, muita, muita história. Um dos castelos mais famosos daqui é o de San Leo, que abrigou o conde Cagliostro e sua história, que é bem foda. Vale ir, visitar, ler sobre etc. Mas tem vários castelos por aqui. Tem um inclusive numa cidade que se chama Montebello que, reza a lenda, tem até fantasma. A história é apavorante, já foi estudada pela universidade de Bologna, mas ó, eu passo, vou lá não, tô só informando mesmo.

Rimini é uma cidade bacana pra se fazer compras. Tem um shopping bem grande, que se chama Le Befane, e muitos (muitos mesmo) outlets, de tudo o que você imaginar. Os preços, mesmo os do shopping, são superbons. Foi neste shopping, aliás, que fiz o melhor corte e coloração de cabelo eeeever, no Jean Louis David, um salão óóóóótimo da Italia, e pra brasileiro é MEGA barato (tipo com 70 euros vc consegue fazer um corte e uma coloração + hidratação SUPER profissional). Ficamos de cara.

Se você vier a Novafeltria, TEM que ficar no Hotel Magda. É onde eu sempre fico quando venho, hotel super bem localizado, barato, limpíssimo, com wifi, simples mas muito bem dirigido por Davide e Gianni Biordi, dois irmãos que são um doce de gente, bacanas e super solícitos, sempre.

Se não comer no hotel (o que vale a pena, já que a cozinha é delícia e bem barata), a dica é almoçar na Trattoria Checchi, que faz uma carne DELICIOSA. E o café do Caffe Suzzi, na praça Central de Novafeltria, é tipo imperdível.

Amanhã devemos ir a uma festa típica de camponeses, em homenagem à colheita. Prometo várias fotos e o relato mais fiel possível haha.