Fizemos o check-out de Assisi assim que a chuva começou. Uma tempestade mesmo, daquelas com trovões e pingos grossos. Tentei deixar o vinho que ganhamos de Max nas mãos do gerente do hotel La Terrazza, que foi um amor com a gente, mas não rolou – ele é abstêmio.
Pegamos a estrada, ansiosos por chegar à A1, a autostrada que vai láááá de Milão até láááá embaixo (não sei exatamente até onde, mas vou checar), porque, juro, somos apaixonados pelas autostradas italianas. E adoramos parar nos Autogrill, aquele “Frango Assado” do qual já falei aqui. Mas o GPS mandou a gente descer por uma estradeca tipo Dutra até chegar a Narni, e só de lá tivemos acesso à A1, ou seja, ficamos sei lá, 15 minutinhos só na estradona.
Chegando a Roma, o trânsito começa a ficar mais pesado, e a gente ouviu as primeiras buzinadas desde que chegamos à Itália. Os romanos dirigem como os brasileiros, aliás, os romanos são cariocas. Sério, têm o jeito de levar a vida muito parecido, eu acho. A cidade é de uma beleza tão absurda que, não sei se vocês vão entender, eu não consigo fotografá-la. Tirei vááárias fotos, lógico, mas sempre de mim, da Chiara, do Rico, de pratos que comemos. Mas a cidade em si, não consigo, me sinto incapaz mesmo, sinto que nunca vou conseguir reproduzir, nem mesmo numa foto, nem 10% do que é aquela cena romana, e prefiro não fazer.
Nós nos instalamos num hotel muito bacana chamado Hotel Smeraldo, beeem pertinho do Campo dei Fiori, uma área muito legal. Deixamos as coisas no quarto e fomos levar as roupas para lavar numa lavanderia do Campo dei Fiori. Rico riu muito porque o italiano pegou a sacola de roupa, pesou NA MÃO e deu o preço. Haha.
De lá, fomos a pé pra Piazza Navona, táo linda. Uma praça dessas, imensa, só podia ser ocupada por artistas. Pintores, músicos, dançarinos, todos dando seu show por ali pra ganhar um troco. Divertido demais.

Impossível não tirar uma foto romantiquinha na Piazza Navona
Depois, pedido meu, até a Fontana di Trevi, que eu AMO por causa, lógico, daquela cena antológica do Mastroianni com a deusa Ekberg. Sabe qual é, né? Se não sabe, não faz mal, é só clicar aqui.
Já estava escurecendo e resolvemos ir jantar. Fomos num lugar MUITO legal, mas putz, fico devendo o nome. A gente não deu muito crédito pro restaurante, mas no fim a comida era bem boa. Só que daí começou a cair a maior chuva do mundo todo, e em vez de ir caminhando pro hotel, precisamos pegar um táxi.

Fontana di Trevi. Joguei moedinha, sim
Reservamos o sábado pra fazer compras. Se você curte muito Dolce&Gabbana, Fendi, Prada, Vuitton etc., vai estar muito feliz aqui em Roma. Mas, se for como eu, que curte tudo isso mas não tem essa bala toda, vai curtir a Via del Corso, que, do começo ao fim, tem toooodas as lojas de que você precisa. É o lugar percorrido por turistas mas também pelos romanos na hora do shopping. Não vou dizer que o preço é o melhor do mundo, porque não é. A gente curtiu mais fazer compras em Rimini – na verdade, bem mais. Mas né. Tem que conhecer a Via del Corso, de qualquer forma.
Enquanto isso, no Campo dei Fiori, tinha feira livre. E eu ADORO uma feira livre. É bem legal pra comprar frutas, produtos típicos e também pashminas. Eu amo pashminas e as minhas melhores eu comprei em feiras de rua na Itália. Por 9 euros você compra uma linda.

Chiara pirou nas cerejas e comprou um saquinho
Outra dica óóótima, dessa vez da @danielaaf, é a Santa Maria Novella, que sim, tem em SP mas você tem que fazer um consórcio pra pagar um perfume, de tão caro que é. A gente entrou hoje na loja aqui de Roma e meu, eu não queria mais sair. Fora que a vendedora foi suuuuuuuuuuuuper simpática, mostrou cada fragrância que a gente pediu, tentou ajudar a achar o cheirinho que mais tinha a ver com a gente, contou a história de cada um. Pra escolher o da Dani, perguntou como ela é, como eu a vejo, que cheiro me vem à mente quando penso nela, de flor ou de fruta. Cara, experiência genial, saí de lá com o perfume da Dani, o meu (de baunilha, lógico), e o da Chiara (que é o clássico, receita desenvolvida pra Catarina de Médici).
À noite, seguimos a dica da @patcamargox e fomos ao Ristorante 34. Fomos atendidos pelo mesmo garçom que a atendeu, o Sandro, um italiano genial apaixonado pelo Brasil e que fala português. Recomendação: peça uma porção de fiori di zucca e seja muito feliz.
Amanhã vai ser o dia de ir ao Coliseu e ao Vaticano. Não prometo muitas fotos, já expliquei o porquê. Mas prometo viver tudo e contar depois.
UPDATE: Ah sim, só pra RESUMIR Roma, na Mondadori (uma das maiores livrarias da Italia) tem todas as seções que tem no Brasil, tipo Arte, Culinária, Psicologia, Auto-Ajuda etc. e… ROMA. Juro. Tem uma SEÇÃO chamada Roma. Pronto, tá resumido o que o romano acha de Roma – e de si mesmo. Como não amar?